A Princesa das Cavernas – Conto Infantil

Uma aventura emocionante de uma princesa curiosa que descobre o mundo exterior e aprende uma lição valiosa.

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Era uma vez, numa terra distante, uma princesa que vivia numa caverna. O seu nome era Lila, e ela era a filha do rei das cavernas, um homem sábio e bondoso que governava o seu povo com justiça e paz.

Lila adorava a sua caverna, que era cheia de cristais brilhantes, estalactites e estalagmites, e animais amigáveis. Ela passava os seus dias a explorar os túneis e as grutas, a brincar com os morcegos e as corujas, e a aprender com o seu pai sobre a história e a cultura do seu povo.

Lila era feliz, mas também curiosa. Ela queria saber como era o mundo lá fora, para além da entrada da caverna. Ela ouvira histórias sobre o sol, a lua, as estrelas, as flores, os pássaros, e as outras pessoas que viviam em castelos, aldeias, e cidades. Ela sonhava em ver essas coisas com os seus próprios olhos, e em fazer novos amigos.

Um dia, ela decidiu que iria sair da caverna e explorar o mundo exterior. Ela esperou até que o seu pai estivesse ocupado com os seus deveres reais, e depois pegou numa lanterna, numa mochila com comida e água, e num mapa que ela tinha desenhado com base nas histórias que ouvira. Ela vestiu o seu vestido mais bonito, que era feito de seda de aranha e decorado com pedras preciosas, e colocou uma coroa de flores na cabeça. Ela estava pronta para a sua aventura.

Ela saiu da caverna e ficou maravilhada com o que viu. O céu era azul e claro, e o sol brilhava com uma luz dourada. Ela sentiu o calor na sua pele, e o vento nos seus cabelos. Ela viu árvores verdes e frondosas, e flores de todas as cores e formas. Ela ouviu o canto dos pássaros, e o murmúrio dos riachos. Ela respirou o ar fresco, e sentiu o cheiro da terra e das plantas. Ela sorriu, e pensou que o mundo exterior era lindo e mágico.

Ela seguiu o seu mapa, e caminhou por campos, florestas, e colinas. Ela encontrou animais que nunca tinha visto antes, como coelhos, esquilos, e veados. Ela tentou falar com eles, mas eles fugiram assustados. Ela ficou um pouco triste, mas não desistiu de procurar novos amigos.

Ela chegou a uma aldeia, onde viu pessoas que se pareciam com ela, mas que usavam roupas diferentes. Elas usavam vestidos e calças de tecido, chapéus de palha, e sapatos de couro. Elas carregavam cestos, baldes, e ferramentas. Elas pareciam ocupadas e apressadas, e não repararam na princesa das cavernas.

Lila achou as pessoas interessantes, e quis falar com elas. Ela aproximou-se de uma mulher que vendia frutas numa banca, e disse:

  • Olá, eu sou a Lila, a princesa das cavernas. Eu vim explorar o mundo exterior, e gostaria de saber mais sobre a sua aldeia. Você pode me contar?

A mulher olhou para Lila com espanto, e depois com desconfiança. Ela viu o seu vestido brilhante, a sua coroa de flores, e a sua lanterna. Ela pensou que Lila era uma estranha, uma louca, ou uma ladra. Ela gritou:

  • Sai daqui, sua maluca! Você não é nenhuma princesa, você é uma trapaceira! Você quer roubar as minhas frutas, ou pior! Vá embora, ou eu chamo os guardas!

Lila ficou assustada e confusa. Ela não entendia por que a mulher era tão rude e hostil. Ela tentou explicar:

  • Não, não, eu não quero roubar nada, eu só quero conversar. Eu sou mesmo uma princesa, eu vivo numa caverna com o meu pai, o rei das cavernas. Nós somos um povo pacífico e amigável, e queremos conhecer os outros povos do mundo. Por favor, não grite, não me faça mal.

Mas a mulher não acreditou em Lila, e continuou a gritar. As outras pessoas da aldeia ouviram os gritos, e vieram ver o que se passava. Elas também viram Lila, e também ficaram surpreendidas e desconfiadas. Elas começaram a insultar Lila, a atirar-lhe pedras, e a ameaçar chamar os guardas.

Lila ficou muito assustada e triste. Ela não esperava que as pessoas fossem tão cruéis e violentas. Ela pensou que o mundo exterior era um lugar horrível e perigoso. Ela correu para longe da aldeia, chorando e soluçando. Depois desse dia, Lila nunca mais voltou a ter curiosidade pelo mundo exterior.

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